Nota #39

E aquele momento que esperamos, esperamos, mas nunca chega? E aquele dia que só descobrimos que era perfeito quando acabou? E aquele amor que não acreditamos que era amor até perdemos de vez? As vezes me sinto tão estúpido pelas coisas que acreditei estarem erradas quando estavam muito certas. OU até mesmo pelos erros que deveria ter cometido para aprender a acertar. A vida é tão curta que acaba antes de descobrirmos que nossos medos são inúteis.

(promo) Beijo...

  Beijei-lhe o rosto, bem próximo aos seus lábios... Parei. Ela não se afastou... Então, fechei os olhos e inspirei fundo para memorizar seu perfume e, em mais uma investida, eu beijei suavemente no canto de seus lábios. Havia um perfume doce, um aroma (de fruta talvez), era um cheiro apetitoso que vinha de seus lábios e só era possível sentir ali, próximo à boca. Um perfume que se misturava ao seu hálito. Abri meus olhos novamente e ela ainda estava imóvel, em silêncio. Não havia mais palavras. Trocamos olhares. Apenas uma coisa a se fazer. Apenas o resultado de uma química. Foi este o resultado, um beijo, um beijo romântico.
Apenas lábios. Apenas sentindo a textura de seus lábios. Assim começou. Um beijo superficial, sem saliva, sem língua... Mas o desejo aumentando e se intensificando a cada instante.  Aprofundando aos poucos até tornar-se quase lascivo. Assim é um beijo romântico. Sem fome, sem pressa, mas com muito sentimento. Sentindo cada instante, cada movimento e principalmente sentindo o sabor do momento. O sabor daquele perfume é o que eu quero descobrir, o sabor da fruta que emanava aquele perfume doce em seu hálito. O sabor de sua saliva. Não importa o que vai acontecer em poucos instantes. Este é o momento que se vive sem se importar com os resultados, sem se importar com o futuro... Sem importar o que vai acontecer depois, sem importar com o sexo que se aproxima, apenas degustando...
Minhas mãos começam a explorar seu corpo sinuoso, centímetro a centímetro. Seu cabelo, seu pescoço, seus braços...
Sinto o volume de seus seios sob minha mão, ela responde com um suspiro... Com ambas as mãos eu os cubro e aperto olhando em seus olhos...  Agora há fogo em seus olhos. Minhas mãos descem mais, deslizando, até chegar a sua barriga. Lentamente levanto sua blusa verde e começo a acariciar a pele de sua barriga. Posso sentir o piercing em seu umbigo.
Meu braço esquerdo em volta de seus ombros, envolvendo-a, sentindo seu calor aumentar. E continuávamos nos beijando. Nada de palavras. Apenas beijo e caricias. Eu já havia saído do meu banco e estava quase por cima dela. Coloquei seu banco na horizontal e deixei minha mão em sua cintura e fiquei acariciando por algum tempo enquanto no beijávamos. Logo em seguida toquei próximo ao seu joelho e subi... Subi... Lentamente... Ssss... E nossas respirações já estavam ofegantes... Ssss... Subi minha mão até alcançar a região superior de suas coxas. Beijava e acariciava abrindo um caminho para chegar à parte interna de suas coxas e quando o fiz, comecei a acaricia-la sobre a calcinha... Pude perceber as maçãs, de seu rosto, ficarem rubras, Estava mais quente agora... Mas em um movimento defensivo ela tirou minha mão de lá. Ela ainda estava relutante sobre a situação, pois este era nosso primeiro momento a sós. Não me importei, não reclamei. Apenas sorri e a beijei. Até onde poderíamos chegar, não sabia ao certo, mas minha imaginação já estava fluindo e eu não estava com pressa.

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este conto é parte do livro: "SÓ POR UMA NOITE", publicado no site Clube dos autores.
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Nota #38

Se hoje fosse meu ultimo dia com você. Se eu tivesse mais um dia com você e soubesse que hoje seria este dia, então viveríamos como nunca antes. Te levaria à praia e entraria na agua segurando você em meus braços. Lhe Beijaria de costas para a areia, de costas para o mundo. Seria como um poema. Seria como o um longo tempo ali, escutando apenas o som das ondas quebrando na praia e das gaivotas gritando ao longe. Perderia-me dentro do seu olhar... Ficaria olhando para seu rosto em silencio... Se tivéssemos mais um dia junto. Se me avisassem que teríamos nosso ultimo dia antes de você partir, antes de nosso mundo acabar. Nosso ultimo dia juntos neste planeta... Minha ultima chance de demonstrar o que eu sinto por você.
            Eu sei que não importaria o que eu fizesse, porque quando se perde alguém a gente tem impressão de não ter amado o suficiente, mas eu faria o máximo. 

Nota #37

 Tenho tentado usar metáforas ao invés de dizer diretamente o que penso, imagino que assim possa ser mais interessante. Embora nos últimos dias minha inspiração esteja sufocada por certa preocupação. Reuni alguns contos e pretendo publicar um livro, mas isso é uma tortura porque não os considero bons o suficiente.  Enquanto, ao mesmo tempo me sinto pressionado por estar adiando este livro há anos. Merda, eu sinto como se fossem um monte de merda. Mas é umas das coisas que mais gosto de fazer: escrever. Sim, sim, eu sei que não se pode viver disso, mas é o que eu sou e não é o que eu escolhi. Na verdade, eu escolhi algo muito mais promissor. O inferno disso tudo é que não consigo progredir em minha escolha. Já estou quase desesperado.

Nota #36

19h00min: Chego. Banho. Messenger. Ninguém. Vou à geladeira, nada.
19h25min: Supermercado. Compro algo para comer e para beber. Havia uma puta fila e duas loiras gostosas no caixa ao lado. Digo alguma coisa sorrindo - O suficiente para iniciar uma conversa. Que legal! Mostram um sorriso forçado e viram-se de costas me ignorando como se eu fosse alguma criança.
20h00min: Ligo para a única garota que tenho contato. Lembro que trocamos algumas palavras em algum lugar, ela foi simpática comigo, mas nada além de uma conversa superficial. Agora ligo para ela e digo alguma coisa sexual. Algo sobre lamber, eu não recordo exatamente o que. O que eu lembro é que precisava comer alguém com urgência. Ela se mostra insultada, grita comigo e desliga.
20h25min: Ainda me sentindo um idiota pela ligação. Sei que minha auto estima sempre foi uma merda, mas as vezes eu consigo estourá-la mais um pouco. Abro a terceira cerveja e fico brigando comigo mesmo.
20h35min: Que foda-se. Ela nem era tão gostosa assim. Abro mais uma cerveja enquanto assisto algum pornô europeu. Termino a cerveja e vou ao banheirobater uma”.
20h45min: o celular toca. É ela, de certo não me humilhou o bastante. Precisa descontar mais um pouco de raiva. Espero que não seja menor de idade, senão vai apelar para ameaças. Alô?! Desculpe falar daquele jeito... É que eu não esperava...
20h56min: Apósaceitarsuas desculpas e apelar para uma conversa mais suave, convido-a a sair comigo. Ela aceita.
23h59min: Ainda no bar, e ainda sem beijá-la, convida-a a vir a minha casa sob algum pretexto. Ela diz que está a fim de fumar . Eu estou a fim de fazer sexo. Fomos para minha casa.
09h03min: Acordo em minha cama. Ela já não está comigo...

Nota #35

 Sempre penso que é mais fácil escrever um relato, do que corrigir outro já feito. Dizem que um homem carente pensa em sexo muito mais do outro que tenha sua vida sexual ativa. A conclusão que cheguei é que isto não é verdade, quando mais o tenho, mais eu quero ter. Estar com uma garota que desejo é uma oportunidade para começar a desejar outra. Conquistar uma garota é um incentivo para conquistar outras. Embora eu não seja merda alguma, é isto que tenho aprendido.
  O que tenho aprendido é que o seu desejo por uma garota é mais importante do que a beleza da mesma. Não importa se ela está fora dos padrões de beleza alheio desde que você sinta-se atraido por ela. E outra coisa que também aprendi é que mulheres feias fodem mnelhor do que mulheres bonitas e uma profissional do sexo nem sempre fode bem, mas quase todas reclamam que os homens não sabem foder e a maioria dos homens casados não tem tanto sexo quanto gostaria e suas esposas imaginam dominá-los abominando sua fantasias, enquanto os mesmos as realizam com outras mulheres que sentem-se irritadas por estes homens foderem como moleques sem experiência.
  Existem coisas que todos fazem escondidos, mas todos fazem esta mesma coisa do qual tem vergonha. Às vezes sinto-me no inicio da escola entre adolescentes que riem da virgindade dos outros negando que ainda são virgens quando todos ainda o são.